
"O amor, esse ser metafísico que difere da paixão que é aquele algo físico carnal, às vezes, até banal, que nos enlouquece. E como nos deixa transtornados, alienados, cegos ao mundo que nos rodeia a paixão.
Porém, em contraportida, como amamos amar; como amamos nos apaixonar pelo ser e não-ser de Heráclito, projetando no outro esse platonismo sem medida.
E como é difícil saber que o Amor edifica, pois ficamos em nosso mundinho egoísta que nos deixa estacionado num ciúme hipócrita, mesquinho, pequeno e infantil.
A caridade do Amor, tudo eleva; o ciúme, tudo destrói. E nem me venham com discursos prontos que ter um pouco de ciúme é necessário num relacionamento! Balela! Afinal de contas, o Amor é a meta, e a caridade é o meio para atingi-lo
O Amor são os olhos da Paciência; os ouvidos da Tolerância; a boca da Bondade e; acima de tudo, o coração sem mesclas ou apegos.
Ah... o Amor... esse que tem os pés descalços no chão da humildade, que tem o corpo desnudo de qualquer orgulho ou egoísmo, mas que tão pouco deixamos aflorar de maneira digna, concreta, pois ele é abstrato e, muitas vezes, inatingível"
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