quarta-feira, 2 de julho de 2008

Devaneio...

Imóvel permanece o ser
Consciência absurda, cruel
Quem és tu?
Quem sou eu?
Nada sei nesta desilusão
Desisto do agora que se fez em vão
Corro sem rumo
Espero que o tempo leve e traga a tona
Aquilo que eu era ou será que ainda sou?
Quem sou eu?
Quem és tu?
Já não nos conheço
Já não nos vejo
Perdi a noção do norte uma vez tão certo
Perdi o que parecia exato
A certeza, a calma
Que sequer em lágrimas se transformou
Quem és tu?
Quem sou eu neste não sentir?
Neste não saber se quer ainda
Então permaneço

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